Assim como a Superliga Masculina, há 5 edições que a Superliga Feminina é decidida por 2 times: Rexona-Ades (RJ), atual Unilever, e Finasa/Osasco (SP), atual Sollys/Osasco. A última vez que o time de Osasco levantou o troféu foi na edição 04/05. Depois disso foram 4 vitórias seguidas do Rexona. Também na Superliga Feminina, sempre se ouve que estamos diante da edição mais equilibrada da história. Pode-se dizer que essa edição está um pouco mais equilibrada que as anteriores, mas é bem diferente da Superliga Masculina, porque somente 4 times tem chances de ser campeão. E, infelizmente, as chances de uma mesma final pelo 6º ano consecutivo não são pequenas.
A atual edição da Superliga Feminina tem 13 equipes e essa semana também foi encerrada a 2ª rodada do 2º turno. A classificação até essa rodada é a seguinte, e novamente classificam-se os 8 primeiros colocados:
Analisando a tabela vocês podem até dizer que temos um equilíbrio. No meio da tabela realmente a briga está embolada. Mas essa briga vai terminar quando os playoffs começarem. O que quero dizer é que, dificilmente na Superliga Feminina o 8º, 7º e 6º colocado vão conseguir vencer o 1º, 2º e 3º colocados, mesmo que esses últimos não estejam num bom dia. A superioridade é muito maior no feminino. Lógico que sempre é possível ter surpresas, como já ocorreu nessa edição (saiba mais nas análises das equipes), mas no final os favoritos vão avançar. Na edição passada, Rexona e Finasa eram os francos favoritos. Na semifinal tiveram que suar para vencer Brusque/BrasilTelecom e Blausiegel/São Caetano, respectivamente. Mas venceram e confirmaram seus favoritismos.
Voltando pra classificação, temos um fato inédito. O Unilever aparece com 3 derrotas. Sabem quando foi a última vez que o Unilever perdeu 3 jogos numa edição da Superliga? Foi justamente no último título do Finasa, em 04/05 (ao fim, uma tabela com todos os campeões até hoje). Na grande final o Finasa, comandado na época pelo técnico José Roberto Guimarães (único no MUNDO a ser campeão olímpico em duas Seleções, a Masculina em 1992, e a Feminina em 2008) fez 3 jogos a 0 contra o Rexona, do técnico Bernardinho, garantindo o tricampeonato. E nem estamos no final do 2º turno e o Unilever já está com 3 derrotas. O Osasco e o Pinheiros seguem liderando após uma excelente campanha no 1º turno. Osasco poderia estar isolado na liderança, invicto ainda se não fosse pelo tropeço que sofreu. O São Caetano, embora com 4 derrotas, não faz uma boa Superliga. A equipe do Usiminas/Minas faz uma boa campanha diante de seu elenco limitado e do jogo concentrado nas 2 estrangeiras. O Volei Futuro, sob o comando do técnico William segue firme na briga com o Usiminas/Minas pela 5ª colocação e alterna bons jogos com ruins. Esses 6 times tranquilamente estarão na próxima fase. Das 2 vagas restantes, a briga fica entre Praia Clube, Cativa e Sport. Correndo muito por fora estão o time do Mackenzie/Newton Paiva e São Bernardo. O Cativa, vulgo Brusque/Pomerode, é a grande decepção pra mim nessa Superliga. Um time com jogadoras experientes e que já treinaram nas grandes equipes, como a ponta Suelle, ex-Finasa, a meio Cláudia, ex-Rexona e Tandara, ex-Finasa, que é a maior pontuadora da Superliga até o momento com 237 pontos marcados. O Cativa teve o azar de perder 2 jogadoras de meio, que seriam titulares, antes mesmo do começo da Superliga, mas mesmo assim, decepciona. Com o time que tem era pra estar brigando junto com o Volei Futuro pela 5ª posição, mas pelo contrário hoje nem estaria classificado entre os 8. O Sport/Banco BMG é outra equipe que conta com nomes experientes, como a levantadora Fabiana Berto, as meios Paula Barros e Flávia Assis e a oposta Nikolle Correa. E, ao contrário do Cativa, faz uma campanha boa. Está em 10º lugar, mas com 2 jogos a menos. Em tese, está na 7ª posição, atrás do Volei Futuro.
Na Superliga Feminina analisarei 5 equipes de destaque.
Sollys/Osasco
Da esquerda pra direita: Adenízia, Thaíssa, Jaqueline, Sassá, Natália, Ana Tiemi e a baixinha Camila Brait. Todas na Seleção Brasileira. Em comparação com a temporada passada, sai Paula Pequeno (melhor jogadora das Olimpíadas de Pequim) e entra Jaqueline, e Ana Tiemi enfim se torna a levantadora titular, deixando a campeã olímpica, Carol Albuquerque no banco. Pelo 2º ano o Osasco tem o melhor elenco disparado. E como foi perder ano passado? Ninguém consegue explicar. Quer dizer, acho que é claro que o problema está na comissão técnica. Afinal, o Finasa conquistou 3 títulos consecutivos (veja no final tabela com todos os campeões e vice-campeões da história da Superliga) sob o comando do José Roberto Guimarães, e após Luizomar de Moura assumir o comando foram 4 derrotas! Por que ele ainda está no comando?!
O Sollys/Osasco chega nessa Superliga mordido pela perda do Campeonato Paulista, competição que não perdia desde 2001, e pelos 4 últimos vice-campeonatos. Jaqueline, Sassá e Camila formam a melhor linha de passe dessa Superliga, facilitando o trabalho da jovem, porém excelente, levantadora Ana Tiemi. Adenízia continua bloqueando muito e Thaíssa, a única que tenho certeza que será titular na Seleção no Mundial, é a bola de segurança pelo meio de rede. Mas quem vem jogando muito mesmo é Natália. Diferentemente da Seleção, onde joga como ponteira, no Osasco ela é oposta. E isenta do passe, fundamento que ainda precisa aprimorar, ela apenas se preocupa em atacar. E cada ataque! Não é exagero o que dizem por aí que seus ataques são parecidos com o masculino. Ela tem uma força incrível, além de saltar muito. No clássico contra o Unilever, foram 34 pontos! Ela é a 2ª maior pontuadora da Superliga com 221 pontos. Tenho certeza que em pouco tempo será considerada a melhor jogadora do mundo. Tem muito potencial e o Zé sabe disso.
O Osasco vinha com uma campanha excelente até a 12ª rodada do 1º turno. Tinha vencido Usiminas/Minas e São Caetano por 3 x 0 e o Pinheiros por 3 x 2, numa revanche da final do Paulista. Mas foi protagonista da 1ª zebra da competição. Jogando fora de casa perdeu por 3 x 2 pro Sport. Sem desmerecer a equipe do Sport, que como já falei conta com jogadoras experientes, mas o Osasco tem uma equipe infinitamente superior e não podia perder. Em seguida recuperou-se no clássico contra o Unilever, vencendo por 3 x 2 e impondo a 2ª derrota consecutiva pra equipe carioca.
Como sempre, candidato ao título, mas pra isso precisa esquecer o passado de derrotas e se concentar somente nessa edição.
Pinheiros/Mackenzie
Tradicionalmente, a equipe do Pinheiros é conhecida pela sua excelente parte defensiva. É daqueles times chatos que não deixa a bola cair. Nessa temporada o time apostou no lado ofensivo e com o comando do Paulo Coco, assistente técnico do Zé na Seleção, tem tudo pra quebrar a hegemonia de Osasco e Unilever. Das 18 jogadora convocadas ano passado para a Seleção Brasileira, 3 estão no time do Pinheiros, embora nenhuma delas tenha tido chances em alguma competição. São elas: a ponta Fernanda Garay, a morena na direita do lado da que está segurando o troféu, a levantadora Fabíola, abaixo da Fernanda bem no canto direito, e a oposta Lia, agachada embaixo da Fabíola. E as 3 vem demonstrando que não foram convocadas a toa. Fernanda Garay é a 4ª maior pontuadora, com 206 pontos. O Pinheiros aposta no força do seu conjunto para vencer. Thaís, a baixinha de 1,74 m e que está atrás do Paulo Coco no lado esquerdo, é o coringa do time. Na impressionante vitória contra o Unilever por 3 x 2, de virada pois perdia de 2 x 0, ela foi o nome do jogo. Entrou no meio do 2º set, no lugar de uma apagada Garay, e comandou a vitória do Pinheiros.
A equipe do Pinheiros provou no 1º turno que o título do Campeonato Paulista não foi algo passageiro. Ganhou do São Caetano e do Unilever po 3 x 2 e perdeu pro Sollys/Osasco pelo mesmo placar. Com essas atuações, o Pinheiros se credenciou de vez para o título, mostrando que não se intimida mais com os times grandes.
Unilever
Hexacampeão da Superliga e com uma comissão técnica incrível e que faz a diferença. Senão não teriam vencido as últimas 4 edições, sendo que nem sempre tiveram uma equipe superior a do Osasco. Bernardinho é um técnico fora de série. Muito perfeccionista e operário, sempre consegue fazer suas jogadoras renderem mais do que podem. O que não gosto nele, há um bom tempo já, é de seu temperamento explosivo a cada ponto perdido. Sinceramente, ele gosta de fazer uma cena. Não perde uma. E por todo seu histórico, adora querer apitar o jogo. Sempre que acha que está com a razão em alguma marcação duvidosa da arbritragem, revolta-se descontroladamente com juízes e bandeirinhas.
A equipe titular continua a mesma do ano passado. Da esquerda pra direita na parte superior, a meio Fabiana, titular absoluta na Seleção, a oposta Joycinha, que vira e mexe é substituída pela Monique (uma das 2 gêmeas na foto, não me perguntem qual delas, rs) e Érika, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Sidney e a maior pontuadora da história da Superliga. Do outro lado, na parte superior ainda, a meio Carol Gattaz, também da Seleção, e a ponta Regiane. Completam o time a líbero Fabi (#14) e a levantadora Dani Lins (#4), capitã e titular da atual Seleção. É uma equipe de muito respeito e acostumada com decisões. Chegou na penúltima rodada do 1º turno como a única equipe invicta. E tinha tudo para terminar o turno isolada na liderança. Veio a São Paulo para 2 jogos importantíssimos. Primeiro contra o Pinheiros e depois o clássico contra o Osasco. No jogo contra o Pinheiros, o Unilever começou arrasador. Venceu o 1º set e no 2º chegou a vencer por 18 a 8. Eu, entediado ao assistir à partida, acreditava num 3 x 0 do Unilever e passaria a achar que o Pinheiros não teria muitas chances nessa Superliga. Para a minha surpresa, o jogo mudou absurdamente. O Pinheiros perdeu o 2º set, mas por 25 a 22. Enquanto o Unilever fez mais 7 pontos, o Pinheiros fez o dobro, 14. O Unilever deixou o Pinheiros crescer naquele set, e caiu de produção nos sets seguintes e acabou perdendo o jogo e a invecibilidade. Pra piorar a situação, nova derrota no clássico contra o Osasco, que tinha tudo para vencer por 3 x 1, mas no tie-break confirmou a vitória. A derrota pro Osasco foi normal, qualquer um ali poderia ganhar. Contra o Pinheiros, não que o Pinheiros não tenha merecido ou que não tivesse chances de vencer, mas da forma como o Unilever estava jogando até aquele 18 a 8, não se esperava uma queda tão grande de produção. E nessa semana, pra grande surpresa de todos, Unilever sucumbe diante do Usiminas/Minas por 3 x 1.
Não posso deixar de falar que o time vem sofrendo com contusões. Carol Gattaz está com lesão há um bom tempo. Até voltou a jogar mas sentiu a lesão novamente. Pra piorar, sua substituta, Dani Oliveira, sofreu uma ruptura no tendão de Aquiles do pé esquerdo e está fora do restante da Superliga. Sobrou para a jovem Mara substituir Carol até ela voltar. Independentemente das lesões, parece que o Unilever atingiu seu auge bem antes do esperado. Até o 18 a 8 contra o Pinheiros, o time vinha jogando muito bem, seguro, atropelando seus adversários. Mas do nada começou a cair de produção. As únicas que ainda estão firmes são a Érika e a Fabiana. O resto anda cambaleando muito. Joycinha é a pior. Reserva na Seleção, suas atuações andam pífias. Perdeu completamente a confiança. Juro que não sei o que o Zé vê nela. Coitada dela que sonha em ser titular. Nem ralando muito vai conseguir. Pelo menos enquanto a Sheilla estiver lá ela nunca vai ter chance. A Lia do Pinheiros está merecendo muito mais esse posto de reserva. Regiane ultimamente tem proporcionado muitos momentos de risada. É uma cagada atrás da outra. E olha que já foi convocada pra Seleção também. Fabi não compromete muito, mas desde 2008 que ela não joga tão bem. Enquanto isso no Osasco, Camila Brait segue brilhando, mas segue sem chances na Seleção, apenas viaja para fazer turismo. E Dani Lins começou bem a Superliga, disposta a apagar seu péssimo desempenho na Copa dos Campeões pela Seleção, mas anda tropeçando um pouco.
Unilever tem time de sobra pra ser campeão. Só precisa reencontrar a confiança do seu jogo. E com um Bernardinho no comando, não é muito difícil isso.
Blausiegel/São Caetano
Pra quem leu minha análise da Superliga Masculina, eu diria que o time do São Caetano é uma mistura do Pinheiros/Sky e do Vivo/Minas. Na temporada passada repatriou as 3 campeões olímpicas: a ponta Mari, a levantadora Fofão (melhor de Pequim) e a oposta Sheilla. Logo, assim como o Pinheiros/Sky, teve status de time galático. O objetivo era simples: quebrar a hegemonia na Superliga e conquistar o título inédito. Bem que tentaram, mas caíram nas semifinais pro Finasa. Nessa temporada, contrataram o técnico Mauro Grasso, bicampeão da Superliga Masculina pelo Banespa/Mastercard e pelo Telemig Celular/Minas, e a cubana Regla Bell, tricampeã olímpica e bicampeã mundial defendendo a Seleção de Cuba. Foi a contratação da temporada!! E agora recorro ao time do Vivo/Minas, pois assim como o Salmon, Regla Bell enfeita o banco durante os jogos. Segundo o Mauro, ela ainda não está na sua melhor forma física, sendo portanto sua 4ª opção na ponta. Vejam bem, a QUARTA opção! Ela até pode estar um pouco fora de forma, mas estamos em Fevereiro já, no 2º turno. Quanto tempo mais ela precisa pra entrar na melhor forma? E, sinceramente, não tem melhor forma de entrar em forma do que jogando. Mas o Mauro insiste em não fazer isso. Não me recordo de qual jogo que assisti e ele jogou o 3º set inteiro. A Fofão quase não levantou bola pra ela. Era visível que estava sem ritmo de jogo. Agora, se o Mauro acha que colocar ela numa semifinal vai ser suficiente pra levar o São Caetano ao título, está muito enganado. Regla Bell pode ser decisiva numa partida, mas pra isso precisa de ritmo. Acorda Mauro! O time ainda sofre muito com o passe. Mari e a líbero Suellen, bem acima do peso, não conseguem ser regulares nesse fundamento, fazendo o jogo da Fofão muito previsível. Sheilla é a única que vem tendo atuações regulares e hoje é a 6ª maior pontuadora, com 195 pontos.
O São Caetano, pela 2º temporada, decepciona. Vocês podem até achar estranho eu falar isso, ainda mais que até agora foram somente 4 derrotas na competição. O problema está justamente na forma como aconteceram essas derrotas, com exceção do 3 x 2 a favor do Pinheiros. Novamente como o Vivo/Minas, o São Caetano diante dos times grandes sucumbe. Unilever e Osasco aplicaram um 3 x 0 sem muito trabalho. O São Caetano simplesmente para diante dessas 2 equipes. Foi assim na temporada passada, até a semifinal quando conseguiu vencer seu primeiro jogo contra o Osasco. Até hoje nunca ganhou do Unilever. E, na penúltima rodada do 1ª turno, foi o responsável pela grande zebra da competição até agora. Se voltarem na tabela de classificação, o time de Pauta/São José tem apenas 1 vitória em 14 jogos e é o último colocado. Acho que está óbvio quem conseguiu a proeza de garantir a 1ª vitória do São José na Superliga. Falar que foi uma zebra é até um elogio, foi um verdadeiro vexame! A Fofão foi a única que não jogou, mas sinceramente, mesmo com o time reserva o São Caetano tinha obrigação de vencer por 3 x 0. Mas, perdeu por 3 x 2, jogando em casa ainda.
O São Caetano tem 3 campeãs olímpicas que podem fazer a diferença nos playoffs. Mas pra sonhar com uma final inédita, vai ter que fazer o impossível e deixar a cubana em excelente forma até o começo dos playoffs.
Usiminas/Minas
Se não fosse por essas 2 jogadoras sorridentes, o Usiminas/Minas não estaria tão bem no campeonato. Nancy Metcalf, a oposta norte-americana, e Annery Vargas, a meio dominicana. As 2 figuram entre as 10 maiores pontuadoras da Superliga. A Metcalf, em 3º com 207 pontos, e Vargas em 10º com 185 pontos. Sem desmerecer as outras integrantes da equipe, mas elas estão num nível bem superior. Acho até um pecado elas terem vindo parar num time como o Minas. A Nancy deveria ter ido pro Unilever, substituir a Joycinha e a Vargas poderia ter ido pro São Caetano ou Pinheiros. Seriam bem melhor aproveitadas. Mas por outro lado, elas ajudam o Minas a tentar complicar a vida das outras 4 equipes mais fortes. E foi o que aconteceu ao vencerem o Unilever. Metcalf fez 25 pontos na vitória por 3 x 1.
O Usiminas/Minas é um time perigoso, que vive muito em função das 2 estrangeiras. Não tem chances de chegar na final. Mas é o único time que pra mim pode surpreender nas quartas e avançar para as semifinais. E pra isso acontecer, vai ter que ser num dia muito inspirado da norte-americana e da dominicana.
Equipes analisadas, agora é a hora de dar meus palpites:
Classificados para os playoffs: Sollys/Osasco, Pinheiros, Unilever, São Caetano, Usiminas/Minas, Volei Futuro, Sport e Cativa.
Semifinalistas: Sollys/Osasco, Pinheiros, Unilever e São Caetano.
Finalistas: Sollys/Osasco e Pinheiros.
Campeão: Sollys/Osasco.
É pelo desempenho do Pinheiros até o momento que acredito que vai chegar na grande final. Tenho certeza que o Unilever vai chegar bem para as semifinais e como é um time de decisões, deve ser muito respeitado. Apostando no Osasco, parece que estou apostando na volta da hegemonia do time paulista. No fundo, o que mais desejo é ver o Unilever não sendo campeão pela 5º vez seguida. E acredito que em uma final entre Osasco e Pinheiros, o Osasco tem muito mais chances, principalmente por não ter do outro lado seu grande fantasma dos últimos anos. Mas mesmo que Unilever e Osasco voltem a fazer a final, ainda assim aposto minhas fichas na equipe paulista. Queria muito uma final completamente diferente, entre São Caetano e Pinheiros, mas o São Caetano está muito longe de conseguir chegar na final. E não vou me surpreender se o Usiminas/Minas roubar o lugar do São Caetano entre os semifinalistas.
Assim que o 2º turno terminar, volto a comentar sobre a Superliga Masculina e Feminina, analisando os confrontos das quartas de final. Aí saberei se ainda terei chances de acertar meus palpites para as semifinais.
Encerro da mesma forma que o post da Superliga Masculina, com todos os campeões e vice-campeões da história da Superliga.
O time de Osasco esteve presente nas últimas 8 finais de Superliga. É uma marca incrível. Mas, sua incapacidade de vencer, faz também dele o maior perdedor, com 7 vice-campeonatos (os 2 primeiros vices, sob o nome de BCN nem eram de Osasco, mas o time é o mesmo). Ao contrário do Rexona, que em 8 finais, perdeu somente 2. O Estado de São Paulo aparece com 7 conquistas, seguido pelo Rio de Janeiro com 5, Paraná com 2 e Minas Gerais com apenas 1 título. No título do Rexona em 05/06, Fernanda Venturini se despedia das quadras, conquistando seu 11º título. Contando que ela participou 12 vezes da Superliga, só perdeu em 2 ocasiões. Incrível! E uma delas foi a melhor final de Superliga, na minha opinião. Em 00/01 Flamengo e Vasco fizeram uma final eletrizante, lotando o Maracanãzinho. Flamengo, de Virna (sempre torci por ela, =D), Leila, Gisele e da norte-americana Tara Cross, comandadas pelo Luizomar (seu único título até hoje) contra o Vasco da técnica Isabel, da própria Fernanda, da Ida e da croata Natasha Leto. Um Vasco que até aquela final era soberano nos confrontos contra o Flamengo desde o Campeonato Carioca. Mas na grande final, o Flamengo se superou e venceu a série por 3 jogos a 1. O 4º jogo foi o único a ir pro tie-break. E mais pela instabilidade emocional do Flamengo que no 4º set chegou a abrir 14 a 8 (e eu, inocente, começava a comemorar o título nesse placar; e o pior foi que não aprendi a lição naquela época. Somente depois do 24 a 19 em Atenas é que aprendi de vez a não comemorar antes da hora) e levou a virada. E num tie-break espetacular, comandado pela Virna, eleita a melhor jogadora daquela Superliga, o Flamengo venceu por 17 a 15 conquistando o título inédito. Até hoje tenho esse jogo gravado =D.