quinta-feira, 4 de março de 2010

Propaganda: Pipoca com Guaraná

Com o fim precoce da seção "Data Histórica", fiquei pensando em outra para substitui-la. E enfim encontrei. "Propaganda" entra no blog a partir de hoje como seção fixa. Não sei se terá futuro em função de conseguir encontrar os vídeos das propagandas, principalmente porque meu objetivo aqui é relembrar as propagandas clássicas durante grande parte da minha vida. E isso tem início ali no começo dos anos 90. Pensando nisso, as propagandas bem que poderiam fazer parte do "Túnel do Tempo", mas acho que elas merecem uma atenção especial. "Propaganda" vai ser mais uma seção visual do que escrita, é mais pra matar a saudade.

E pra estrear essa seção, a clássica propaganda do Guaraná Antártica justamente no início da década de 90 com o jingle "Pipoca com Guaraná".



Quantas vezes não passamos vontade de comer uma pipoquinha tomando um gelado guaraná ao assistir a propaganda?! O ponto forte da propaganda sem dúvida é a música com um toque de humor e nos hipnotizando para irmos direto pra cozinha e comer essa ótima combinação.
Estão lembrados do jingle e da propaganda?


"Pipoca na panela
Começa a arrebentar
Pipoca com sal
Que sede que dá
Pipoca e guaraná, que programa legal
Só eu e você
E sempre no ar, que tal?
Eu quero ver pipoca pular
Pipoca com guaraná
Eu quero ver pipoca pular
Pipoca com guaraná
Eu quero ver pipoca pular, pular
Soy louca por pipoca e guaraná
Guaraná"

quarta-feira, 3 de março de 2010

Videoclipe: Sutilmente

Imaginem ficar mais de 3 horas pregados na parede formando um ângulo de 90º com o chão, como se vê na foto abaixo.



O Skank encarou esse desafio, e o resultado foi o clipe "Sutilmente", uma das melhores produções em território nacional. Sutilmente perfeito, eu diria.
De uma música que fala de amor, é de se esperar um clipe clichê com casal de namorados. E aí entrou a genialidade do diretor Conrado Almada. A ideia dele foi trabalhar com dois eixos que representassem o universo masculino e feminino retratados na música. Só que para isso, a banda teve que desafiar a gravidade e tocar presa a uma parede, na vertical, de forma que enquanto vemos a banda tocar normal, ao fundo teremos um balé que dança conforme a letra da música, além de uma brincadeira com a gravidade, coisas que descem, balões que sobem. A impressão que o clipe passa é de que existem ali 2 dimensões ou que há uma gravação num fundo falso sendo exibida. Caso ainda fiquem com essa impressão após assistir ao clipe, não deixem de ver o making of do mesmo.
O palco do clipe é o ginásio Mineirinho, em Belo Horizonte. Os instrumentos e o microfone de Samuel Rosa foram prensados numa estrutura construída no Mineirinho e os músicos ficaram deitados em bancos e presos em cintos de segurança a uma altura de mais de dez metros. O melhor de tudo foi que os próprios integrantes não tinham conhecimento de como seria a gravação. O baterista Haroldo Ferretti disse ao saber "É meio assustador. É lógico que dá uma tensão. Eu estou curioso pra chegar ali e ter a sensação de tocar meio deitado, mas com os pés na parede" e Samuel Rosa "Não é sempre que a gente convida um diretor e ele já chega com uma ideia bacana, prontinha. Bacana até agora porque eu ainda não subi lá, mas depois que subir não sei se vou continuar achando tão bacana assim".
O clipe foi gravado num plano-sequência de quatro minutos com uma câmera de cinema digital de última geração, que é usada inclusive nos filmes de Hollywood. Na linguagem cinematográfica, plano seria algo como "o intervalo que há entre dois cortes", separando uma cena da outra. O plano-sequência é quando esse intervalo é tão longo que se pode dizer que corresponde a uma sequência inteira do filme.
"Sutilmente" do Skank, o melhor clipe do VMB (Video Music Brasil) 2009!

Quem ainda não se convenceu de que foi tudo gravado simultaneamente, eis o making of. Vale a pena assistir e ver alguns números de toda essa produção, além de ver eles literalmente colados na parede!

terça-feira, 2 de março de 2010

Túnel do Tempo: Chocolate Turma da Mônica

Quem gostava da Turma da Mônica com certeza deve se lembrar desse chocolate preto com um personagem em chocolate branco no meio. E mais, aposto que você, assim como eu, devorava primeiramente o chocolate preto pra depois saborear seu personagem num delicioso chocolate branco! Foi bom enquanto durou!



O Chocolate Turma da Mônica foi lançado pela Nestlé em 1993, em uma excelente jogada estratégica. Na década de 90 a Nestlé não tinha a liderança no segmento de chocolates. Garoto e Lacta eram marcas bem posicionadas no mercado, especialmente no segmento infantil. A entrada de outras empresas no mercado (como a argentina Arcor com a Tortuguita, e o Kinder Ovo da italiana Ferrero) aumentava a competição, e mostrava que a demanda do mercado infantil por novos produtos era grande. Então, a Nestlé decidiu utilizar a marca Turma da Mônica, em função do seu grande sucesso com o público infantil, através de propagandas nas revistas em quadrinhos e em comerciais na televisão para conseguir uma fatia do mercado.
No vídeo abaixo, entre os minutos 1:53 e 2:23, podemos ver um comercial na Rede Globo sobre os chocolates Turma da Mônica.


Em cada embalagem de 3 unidades tinha um cartão grátis. Outra maneira da Nestlé conseguir a fidelidade de seus consumidores. No total eram 20 cartões coloridos com os personagens da Turma da Mônica numa situação divertida. Consegui encontrar 3 para relembrarem!


segunda-feira, 1 de março de 2010

Frase do Mês

Mantendo a tradição, todo dia 1ª é dia da frase do mês. A de Março é:

"Quanto maiores formos em humildade, tanto mais próximos estaremos da grandeza." (Tagore)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Tirinhas: Hagar

Mais tirinhas do Hagar.







terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Eu Recomendo: "Preciosa - Uma História de Esperança"

"Meu nome é Claireece Precious Jones, eu quero sair na capa de uma revista, quero ter um namorado branco com um cabelo legal. Mas primeiro, quero ser a estrela de um videoclipe."
E quem é a sonhadora Precious? Uma garota de 16 anos, negra, obesa, pobre, analfabeta e mãe (!!!). Você que está lendo, ainda acha sua vida injusta? Se sim, tem mais então: Precious é violentada sexualmente pelo pai e abusada física e psicologicamente pela mãe. Que tal correr pro cinema mais perto e assistir "Preciosa - Uma História de Esperança".


Garanto que em menos de 10 minutos você vai entender que os seus problemas não são nada perto do que realmente sofrem algumas pessoas mundo afora. Foi assim que me senti!
Com 6 indicações ao Oscar (filme, direção, atriz, atriz coadjuvante, roteiro adpatado e edição), "Preciosa" vai além da violência familiar. Seu ingrediente principal é a esperança. Quando a diretora do colégio de Precious descobre que ela está grávida pela 2ª vez (novamente do pai), faz com que a garota seja transferida para uma escola alternativa, de jovens adultos problemáticos. Lá, uma nova história a aguarda, graças ao estímulo da professora Blue Rain. Ainda aparece pelo caminho a assistente social Weiss, interpretada por Mariah Carey.
"Preciosa" é a adaptação de "Push", relato ficcionalizado das experiências da poetisa Sapphire, que trabalhou como assistente social e educadora nos bairros pobres de Nova York. Oprah aparece em "Preciosa" como produtora executiva e, no roteiro, como uma referência de erudição. O poder da apresentadora na TV ajudou a atrair atenção para o filme, que é uma produção independente. Oprah, por mais que hoje seja a mulher mais poderosa no mundo, sofreu muito na vida. Sei disso porque já assisti ao seu programa diversas vezes, e ela sempre fala abertamente sobre seu passado, de forma a tentar ajudar os outros a não passarem pelas mesmas coisas que ela. Nasceu pobre e foi molestada quando criança pelo tio ou padrinho, não me recordo com exatidão. Então ela sabe muito bem como uma criança se comporta ao ser violentada, seus sentimentos, principalmente de vergonha, sua impotência de contar para algum adulto. E é o que vemos na Precious, os abusos a levaram a ser uma pessoa fechada, sem auto-estima, que se esconde do mundo, encobrindo inclusive o fato de não saber ler e escrever.
O diretor Lee Daniels, 2º negro a ser indicado ao Oscar de diretor, fez um excelente trabalho, conseguindo transferir com fidelidade a história para as telas. E a escolha do elenco foi determinante para esse sucesso. Exceto pela rápida participação especial do Lenny Kravitz, as mulheres que fazem esse longa brilhar:

Gabourey Sidibe



1º filme na vida, e de cara recebe sua 1ª indicação ao Oscar. Interpreta Precious com uma entrega impressionante. Não exagera na tristeza e nem em seus devaneios. Pulando de série em série sem nem saber ler e escrever, Precious senta no fundo da sala de aula completamente calada. Aproveita o tempo para viajar por um mundo em que é branca, magra, loira de cabelos lisos. Quando não é isso, imagina ser uma estrela passeando por festas e eventos badalados com o namorado de pele clara. Esse refúgio é o lugar para onde ela vai quando é hostilizada pelos colegas ou ao ser vítima dos abusos da mãe.

Mo'Nique



Estrela de seu próprio talk-show no canal americano BET (Black Entertainment Television), Mo'Nique se inspirou no irmão que a abusava na infância para dar vida a um monstro que se divide entre explorar a filha com trabalhos domésticos, abusar dela sexualmente e acusá-la de ter "roubado" seu marido drogado. Vive do auxílio desemprego e a pensão que deveria ser usada para cuidar da sua primeira neta. É impossível não sentir ódio dela no momento em que a conhecemos. A grande favorita ao Oscar de atriz coadjuvante (ao final falarei mais sobre esse favoritismo).

Paula Patton



A professora Blue Rain, da escola alternativa, com muita paciência vai ensinando Precious e suas colegas muito mais do que colocar as letras em ordem para ler e escrever. Não é seu papel levar suas alunas a enxergar que estão desperdiçando suas vidas e colocá-las na linha. E é nesse ponto que o filme deixa de ser clichê, foge da cena comum. O papel da Sra. Rain é o de ensinar a Precious a exteriorar seus sentimentos, o que vai ajudá-la a exorcizar alguns de seus demônios. Tudo o que ela antes guardava para si, passa para as páginas do seu diário. Atuação brilhante da Paula.

Mariah Carey



Interpretando a assistente social Weiss, Mariah Carey tem um início tímido, mas depois nos convence de que merece e muito ser exaltada pela sua atuação, ao contrário de outras ocasiões. Weiss passa a conhecer mais a Precious durante suas conversas e numa das melhores cenas do filme (detalhes ao final) deixa-se comover por toda a história da jovem.

"Preciosa" representa, de certa forma, qualquer um, seja branco, amarelo, gordo ou magro, que já tenha sido discriminado ou subestimado. O drama pode ser exagerado em alguns momentos, mas é impossível ficar imune aos sonhos, sofrimento e redenção que passam pela tela. Uma produção independente que emociona de verdade.
Se a noite do Oscar revelar algumas "zebras", que todas elas sejam a favor de "Preciosa", principalmente para filme e roteiro.
Depois do trailer, legendado dessa vez =D, trarei mais alguns detalhes sobre o filme. Logo, são spoilers. Quem ainda pretende ver o filme, não leia!!!




ATENÇÃO!!!!
SPOILERS!!!!


O grande destaque do filme sem dúvida é a atuação da coadjuvante Mo'Nique. Semana passada, assistir "Amor Sem Escalas". Vera Farmiga e Anna Kendrick foram indicadas para atriz coadjuvante, assim como Penélope Cruz por "Nine", e Maggie Gyllenhaal por "Coração Louco". Ainda pretendo assistir "Nine", mas "Coração Louco" não perderei meu tempo, a não ser que muitas pessoas me recomendem. Sexta-feira, ao sair do cinema, falei pra mim mesmo "Mo'Nique vence fácil o Oscar de atriz coadjuvante". Não pensei isso influenciado pelos diversos prêmios que ela já ganhou, como o Globo de Ouro e o Bafta. Mas sim pela sua atuação espetacular, perfeita eu diria. Sem desmerecer as outras indicadas, não vejo como Mo'Nique perder. E por ter visto "Amor Sem Escalas", a única que mereceu ser indicada foi a Anna, e mesmo assim, perto da Mo'Nique, não tem menor chance. Mo'Nique é odiada do começo ao fim. Uma mãe folgada, escrota, sem moral nenhuma, que maltrata sem dó sua cria. E tudo pelo ódio que tem do seu marido ter preferido sua filha do que ela.
Precious já começa o filme com uma filha, apelidada de "Mongo", por ser portadora de Síndrome de Down. A 1ª aparição da filha acontece no dia em que uma assistente social faz uma visita, daquelas periódicas para ver se a criança está sendo bem cuidada, pra acompanhar a vida dela pra saber se merece receber o auxílio. E aí ficamos sabendo que a filha está sob os cuidados da avó. E numa cena marcante, Mo'Nique coloca uma peruca, passa um batom vermelho, e fica com a criança, que ela tanto odeia, no seu colo enquanto a assistente faz algumas perguntas. Assim que a mulher vai embora, tira a peruca, volta a fumar e afasta a menina o mais rápido possível.
A cena mais forte do filme foi a briga entre a Precious e a mãe, após ela voltar do hospital quando deu à luz o 2º filho. Precious tinha ficado um bom tempo no hospital sem dar notícia. Quando chega em casa sua mãe logo pergunta onde esteve. Ela mostra o bebê e Mo'Nique pede para segura-lo, enquanto ordena que Precious traga algo para beber. E do nada, Mo'Nique joga a criança no sofá e começa a xingar a filha "Sua puta" e joga um copo em sua direção. E aí começa uma briga violenta que culmina com Precious pegando o pequeno Abdul e indo embora da casa da mãe. Enquanto descia as escadas, Precious se desequilibra e caiu com o bebê nas mãos. E pra encerrar, do alto da escada, Mo'Nique aparece com a televisão, já quebrada durante a briga, e arremessa na direção da Precious e do bebê. Por segundos, a tv não os atinge. Uma cena forte, muito forte, tanto que uma menina que estava na minha fileira no cinema começou a ter um ataque de pânica durante.
A cena mais emocionante é entre Precious e a professora Blue Rain. Precious, que é toda forte por dentro, não deixa seus sentimentos transparecerem para os outros, é rendida pela notícia de que tem AIDS, graças ao seu pai. Na escola, enquanto todas as alunas estavam escrevendo em seus diários, Precious tinha escrito apenas 2 palavras "Why me?". A professora Rain pede então que ela a acompanhe, mas a jovem se recusa e revela que é soropositivo. E num momento de raiva, ela vai contando todas as suas frustrações e chora. Rain insiste que ela escreve, que faça isso pelas pessoas que a amam. E Precious rebate que ningúem a ama, que o amor só fez ela sofrer. Emocionada, Rain diz que o bebê dela a ama, assim como ela mesma.
E a melhor cena do filme (a cena final inclusive) ocorre numa tentativa da Mo'Nique de fazer sua filha voltar pra casa, na assistência social, na presença da Weiss, que a cada pergunta vai deixando Mo'Nique cada vez mais desesperada, falando toda hora que Weiss fica ali somente julgando e anotando coisas no papel. Ali que descobrimos que Precious foi abusada pela 1ª vez quando tinha somente 3 anos de idade. E sua mãe nada fez para impedir esse ato. E diante de todas as revelações de Mo'Nique, vemos Weiss, que está ali para ser imparcial, esconder uma lágrima. Ali Precious recupera sua 1ª filha e parte de vez pro mundo, para ter um final mais feliz.
Gabourey certamente não vai ganhar a estatueta. Seu prêmio já foi ter sido indicada merecidamente. E torço para que ela siga essa carreira e continue brilhando como nesse papel.
Mo'Nique certamente leva o Oscar. Impecável em todas as cenas. Uma atuação sólida, firme e muito real.
"Preciosa - Uma História de Esperança" não é favorito na categoria melhor filme. Mas, se a emoção dos jurados falar mais alto que a razão, pode surpreender.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Videoclipe: Espero A Minha Vez

Como aqui tem espaço pra tudo, hoje vamos de Nx Zero.
Desde o ano passado o Multishow passava exaustivamente a chamada para um documentário da banda, entitulado "Multishow Registro - Nx Zero: Sete Chaves", para o dia 25 de Janeiro às 20h45. Por volta das 21h desse dia eu lembrei do programa e, como não tinha nada pra fazer e ainda não tinha descoberto que nesse mesmo horário na Sony passava Grey's Anatomy, =D, resolvi assistir. E não me arrependi não.
O documentário foge da narrativa óbvia da história do grupo, colocando a câmera sob a perspectiva do grupo e mostrando a trajetória inteira de produção, gravação, divulgação e turnê do 4º disco da banda, "Sete Chaves". E a gente se depara com pessoas humildes e com muito talento. Além de uma boa dose de brincadeiras.
O clipe de "Espero A Minha Vez" é uma sequencia de cenas dos bastidores desse documentário. E se vê de tudo. Momentos descontraídos, de união, de amizade, de concentração, de cansaço. Tudo isso é recompensado quando sobem ao palco e estão diantes daquela multidão de fãs que reconhecem todo o esforço e dedicação da banda.


A música basicamente fala sobre nunca desistir dos sonhos, sempre acreditar. E escolhi essa música justamente porque vivo um momento em que o que mais faço é acreditar que a minha vez vai chegar, mesmo na grande maioria dos dias em que o desânimo vence qualquer força de vontade.

"Descanso agora, pois os dias ruins, todo mundo tem,
Já jurei pra mim, não desanimar.
E não ter mais pressa, pois sei que o mundo vai girar,
O mundo vai girar, eu espero a minha vez."

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Túnel do Tempo: Glub-Glub

Posso estar enganado, mas acredito muito que durante a minha infância a TV Cultura vivia sua fase áurea. Pelo menos no que diz respeito a programas infantis. Diversos clássicos do começo da década de 90 saíram de lá. E, assim como "Doug", tive a oportunidade de assistir por muito tempo a um dos melhores programas infantis que já existiu: "Glub-Glub".
Originalmente exibido entre 1991 a 1998, era um programa focado em dois peixes, ambos chamados Glub, sendo um macho e uma fêmea. Mais tarde, uma nova personagem seria introduzia, a carangueja Carol. Mas eram os 2 peixes que me encantavam, e creio eu, a todos que também assistiam. Afinal, como era possível 2 peixes com cara humana embaixo d' água? Devo ter pensado nessa pergunta muitas vezes.


O enredo básico de cada episódio trazia algum problema ou situação, cuja solução no final servia como lição de moral. Toda a ação ficava em torno dos dialógos, já que tudo ocorria sempre no mesmo local: um ponto do fundo do mar aonde havia caído uma televisão que, segundo mostrava a abertura, era abastecida por um peixe-elétrico. A televisão, aliás, era um dos maiores destaques do programa, pois era através dela que os personagens assistiam animações e em seguida comentavam sobre as mesmas, conversavam com seus telespectadores mostrando que, mesmo num simples desenho, era possível tirar alguns ensinamentos para a vida.
E a abertura do programa? Estão lembrados dela? Eu não lembrava de todos os detalhes. Mas na hora que comecei a ver, bateu uma saudade, uma vontade de ser criança novamente podendo ficar sentado em frente à tv sem qualquer preocupação com o mundo lá fora. Matem as saudades vocês mesmos da abertura e de um pequeno trecho dos peixes entrando em cena:


Muito boa não?
À medida em que ia pesquisando sobre o programa, fui relembrando de algumas animações que passavam. Foram inúmeras aliás, mas não consegui encontrar muitos vídeos, de forma que os relembrarei somente de 5:

Plonsters


O meu desenho favorito disparado, e o mais difícil de encontrar, rs. Era o famoso desenho das massinhas!!! Com uma simples bolinha de massinha era possível construir o mundo. Era incrível! Seus personagens não falavam, apenas emitiam alguns sons. E eram as situações em que se metiam que divertiam muito. Eu mesmo, revendo o vídeo hoje não tive como evitar de sorrir em determinadas cenas. Pela minha pesquisa acho que esse desenho teve algumas fases, com personagens diferentes. Mas o único vídeo que achei, sendo inclusive de algum programa alemão, eu suponho, mostra uma suposta fase que me lembro de ter acompanhado. No vídeo abaixo, o episódio de Plonster começa no tempo 2:23 e vai até 5:08.



Jimbo


Meu 2º desenho favorito. O aviãzinho Jimbo se metia em muitas aventuras. A história se passava num ficcional "Aeroporto de Londres" e contava com outros veículos falantes, como um caminhão-tanque e um helicóptero. Além de outros aviões veteranos, caso do Old Timer e do Flying Doctor. Uma curiosidade: Jimbo seria originalmente um Jumbo, porém seu designer não soube diferenciar a medida entre polegadas e centímetros, resultando na criação de um avião de menor porte. Infelizmente só consegui encontrar a abertuda do desenho.



Bouli


Nesse desenho, Bouli é o boneco de neve com vida. A história começa numa noite de lua cheia. A Dona Lua vê que o boneco de neve estava a derreter e decide dar-lhe uma segunda vida . Todos os Boulis vivem num sitio mágico, escondido na Floresta Azul onde os Boulis riem, brincam e inventam novos jogos. Como os Boulis não derretem, eles podem nada e se expor ao sol. Assim, Bouli vive aventuras engraçadas com os seus amigos e a Cebolinha, a sua apaixonada.


A Minhoquinha que Morava na Maçã


Esse era outro desenho clássico. Não tem muito o que falar. A minhoquinha vivia na maçã e vez ou outra era obrigada a defender sua casinha de alguns animais famintos, como é o caso desse episódio.


Ernest: O Vampiro


Ernest é um vampiro com dificuldades em amedrontar as pessoas, bem inseguro e covarde. A animação consistia em seus pesadelos surreais e assombrosos, sempre com finais perturbadores. No final dos episódios, ele desperta em seu caixão, assustado, e volta a dormir.


E aí, ficaram com saudades também? E seus desenhos favoritos eram os mesmos que os meus ou outros?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Tirinhas: Turma da Mônica

Hoje mais 5 tirinhas da Turma da Mônica








domingo, 14 de fevereiro de 2010

Superliga Feminina 2009/2010

Assim como a Superliga Masculina, há 5 edições que a Superliga Feminina é decidida por 2 times: Rexona-Ades (RJ), atual Unilever, e Finasa/Osasco (SP), atual Sollys/Osasco. A última vez que o time de Osasco levantou o troféu foi na edição 04/05. Depois disso foram 4 vitórias seguidas do Rexona. Também na Superliga Feminina, sempre se ouve que estamos diante da edição mais equilibrada da história. Pode-se dizer que essa edição está um pouco mais equilibrada que as anteriores, mas é bem diferente da Superliga Masculina, porque somente 4 times tem chances de ser campeão. E, infelizmente, as chances de uma mesma final pelo 6º ano consecutivo não são pequenas.
A atual edição da Superliga Feminina tem 13 equipes e essa semana também foi encerrada a 2ª rodada do 2º turno. A classificação até essa rodada é a seguinte, e novamente classificam-se os 8 primeiros colocados:



Analisando a tabela vocês podem até dizer que temos um equilíbrio. No meio da tabela realmente a briga está embolada. Mas essa briga vai terminar quando os playoffs começarem. O que quero dizer é que, dificilmente na Superliga Feminina o 8º, 7º e 6º colocado vão conseguir vencer o 1º, 2º e 3º colocados, mesmo que esses últimos não estejam num bom dia. A superioridade é muito maior no feminino. Lógico que sempre é possível ter surpresas, como já ocorreu nessa edição (saiba mais nas análises das equipes), mas no final os favoritos vão avançar. Na edição passada, Rexona e Finasa eram os francos favoritos. Na semifinal tiveram que suar para vencer Brusque/BrasilTelecom e Blausiegel/São Caetano, respectivamente. Mas venceram e confirmaram seus favoritismos.
Voltando pra classificação, temos um fato inédito. O Unilever aparece com 3 derrotas. Sabem quando foi a última vez que o Unilever perdeu 3 jogos numa edição da Superliga? Foi justamente no último título do Finasa, em 04/05 (ao fim, uma tabela com todos os campeões até hoje). Na grande final o Finasa, comandado na época pelo técnico José Roberto Guimarães (único no MUNDO a ser campeão olímpico em duas Seleções, a Masculina em 1992, e a Feminina em 2008) fez 3 jogos a 0 contra o Rexona, do técnico Bernardinho, garantindo o tricampeonato. E nem estamos no final do 2º turno e o Unilever já está com 3 derrotas. O Osasco e o Pinheiros seguem liderando após uma excelente campanha no 1º turno. Osasco poderia estar isolado na liderança, invicto ainda se não fosse pelo tropeço que sofreu. O São Caetano, embora com 4 derrotas, não faz uma boa Superliga. A equipe do Usiminas/Minas faz uma boa campanha diante de seu elenco limitado e do jogo concentrado nas 2 estrangeiras. O Volei Futuro, sob o comando do técnico William segue firme na briga com o Usiminas/Minas pela 5ª colocação e alterna bons jogos com ruins. Esses 6 times tranquilamente estarão na próxima fase. Das 2 vagas restantes, a briga fica entre Praia Clube, Cativa e Sport. Correndo muito por fora estão o time do Mackenzie/Newton Paiva e São Bernardo. O Cativa, vulgo Brusque/Pomerode, é a grande decepção pra mim nessa Superliga. Um time com jogadoras experientes e que já treinaram nas grandes equipes, como a ponta Suelle, ex-Finasa, a meio Cláudia, ex-Rexona e Tandara, ex-Finasa, que é a maior pontuadora da Superliga até o momento com 237 pontos marcados. O Cativa teve o azar de perder 2 jogadoras de meio, que seriam titulares, antes mesmo do começo da Superliga, mas mesmo assim, decepciona. Com o time que tem era pra estar brigando junto com o Volei Futuro pela 5ª posição, mas pelo contrário hoje nem estaria classificado entre os 8. O Sport/Banco BMG é outra equipe que conta com nomes experientes, como a levantadora Fabiana Berto, as meios Paula Barros e Flávia Assis e a oposta Nikolle Correa. E, ao contrário do Cativa, faz uma campanha boa. Está em 10º lugar, mas com 2 jogos a menos. Em tese, está na 7ª posição, atrás do Volei Futuro.
Na Superliga Feminina analisarei 5 equipes de destaque.

Sollys/Osasco



Da esquerda pra direita: Adenízia, Thaíssa, Jaqueline, Sassá, Natália, Ana Tiemi e a baixinha Camila Brait. Todas na Seleção Brasileira. Em comparação com a temporada passada, sai Paula Pequeno (melhor jogadora das Olimpíadas de Pequim) e entra Jaqueline, e Ana Tiemi enfim se torna a levantadora titular, deixando a campeã olímpica, Carol Albuquerque no banco. Pelo 2º ano o Osasco tem o melhor elenco disparado. E como foi perder ano passado? Ninguém consegue explicar. Quer dizer, acho que é claro que o problema está na comissão técnica. Afinal, o Finasa conquistou 3 títulos consecutivos (veja no final tabela com todos os campeões e vice-campeões da história da Superliga) sob o comando do José Roberto Guimarães, e após Luizomar de Moura assumir o comando foram 4 derrotas! Por que ele ainda está no comando?!
O Sollys/Osasco chega nessa Superliga mordido pela perda do Campeonato Paulista, competição que não perdia desde 2001, e pelos 4 últimos vice-campeonatos. Jaqueline, Sassá e Camila formam a melhor linha de passe dessa Superliga, facilitando o trabalho da jovem, porém excelente, levantadora Ana Tiemi. Adenízia continua bloqueando muito e Thaíssa, a única que tenho certeza que será titular na Seleção no Mundial, é a bola de segurança pelo meio de rede. Mas quem vem jogando muito mesmo é Natália. Diferentemente da Seleção, onde joga como ponteira, no Osasco ela é oposta. E isenta do passe, fundamento que ainda precisa aprimorar, ela apenas se preocupa em atacar. E cada ataque! Não é exagero o que dizem por aí que seus ataques são parecidos com o masculino. Ela tem uma força incrível, além de saltar muito. No clássico contra o Unilever, foram 34 pontos! Ela é a 2ª maior pontuadora da Superliga com 221 pontos. Tenho certeza que em pouco tempo será considerada a melhor jogadora do mundo. Tem muito potencial e o Zé sabe disso.
O Osasco vinha com uma campanha excelente até a 12ª rodada do 1º turno. Tinha vencido Usiminas/Minas e São Caetano por 3 x 0 e o Pinheiros por 3 x 2, numa revanche da final do Paulista. Mas foi protagonista da 1ª zebra da competição. Jogando fora de casa perdeu por 3 x 2 pro Sport. Sem desmerecer a equipe do Sport, que como já falei conta com jogadoras experientes, mas o Osasco tem uma equipe infinitamente superior e não podia perder. Em seguida recuperou-se no clássico contra o Unilever, vencendo por 3 x 2 e impondo a 2ª derrota consecutiva pra equipe carioca.
Como sempre, candidato ao título, mas pra isso precisa esquecer o passado de derrotas e se concentar somente nessa edição.

Pinheiros/Mackenzie



Tradicionalmente, a equipe do Pinheiros é conhecida pela sua excelente parte defensiva. É daqueles times chatos que não deixa a bola cair. Nessa temporada o time apostou no lado ofensivo e com o comando do Paulo Coco, assistente técnico do Zé na Seleção, tem tudo pra quebrar a hegemonia de Osasco e Unilever. Das 18 jogadora convocadas ano passado para a Seleção Brasileira, 3 estão no time do Pinheiros, embora nenhuma delas tenha tido chances em alguma competição. São elas: a ponta Fernanda Garay, a morena na direita do lado da que está segurando o troféu, a levantadora Fabíola, abaixo da Fernanda bem no canto direito, e a oposta Lia, agachada embaixo da Fabíola. E as 3 vem demonstrando que não foram convocadas a toa. Fernanda Garay é a 4ª maior pontuadora, com 206 pontos. O Pinheiros aposta no força do seu conjunto para vencer. Thaís, a baixinha de 1,74 m e que está atrás do Paulo Coco no lado esquerdo, é o coringa do time. Na impressionante vitória contra o Unilever por 3 x 2, de virada pois perdia de 2 x 0, ela foi o nome do jogo. Entrou no meio do 2º set, no lugar de uma apagada Garay, e comandou a vitória do Pinheiros.
A equipe do Pinheiros provou no 1º turno que o título do Campeonato Paulista não foi algo passageiro. Ganhou do São Caetano e do Unilever po 3 x 2 e perdeu pro Sollys/Osasco pelo mesmo placar. Com essas atuações, o Pinheiros se credenciou de vez para o título, mostrando que não se intimida mais com os times grandes.

Unilever



Hexacampeão da Superliga e com uma comissão técnica incrível e que faz a diferença. Senão não teriam vencido as últimas 4 edições, sendo que nem sempre tiveram uma equipe superior a do Osasco. Bernardinho é um técnico fora de série. Muito perfeccionista e operário, sempre consegue fazer suas jogadoras renderem mais do que podem. O que não gosto nele, há um bom tempo já, é de seu temperamento explosivo a cada ponto perdido. Sinceramente, ele gosta de fazer uma cena. Não perde uma. E por todo seu histórico, adora querer apitar o jogo. Sempre que acha que está com a razão em alguma marcação duvidosa da arbritragem, revolta-se descontroladamente com juízes e bandeirinhas.
A equipe titular continua a mesma do ano passado. Da esquerda pra direita na parte superior, a meio Fabiana, titular absoluta na Seleção, a oposta Joycinha, que vira e mexe é substituída pela Monique (uma das 2 gêmeas na foto, não me perguntem qual delas, rs) e Érika, medalhista de bronze nas Olimpíadas de Sidney e a maior pontuadora da história da Superliga. Do outro lado, na parte superior ainda, a meio Carol Gattaz, também da Seleção, e a ponta Regiane. Completam o time a líbero Fabi (#14) e a levantadora Dani Lins (#4), capitã e titular da atual Seleção. É uma equipe de muito respeito e acostumada com decisões. Chegou na penúltima rodada do 1º turno como a única equipe invicta. E tinha tudo para terminar o turno isolada na liderança. Veio a São Paulo para 2 jogos importantíssimos. Primeiro contra o Pinheiros e depois o clássico contra o Osasco. No jogo contra o Pinheiros, o Unilever começou arrasador. Venceu o 1º set e no 2º chegou a vencer por 18 a 8. Eu, entediado ao assistir à partida, acreditava num 3 x 0 do Unilever e passaria a achar que o Pinheiros não teria muitas chances nessa Superliga. Para a minha surpresa, o jogo mudou absurdamente. O Pinheiros perdeu o 2º set, mas por 25 a 22. Enquanto o Unilever fez mais 7 pontos, o Pinheiros fez o dobro, 14. O Unilever deixou o Pinheiros crescer naquele set, e caiu de produção nos sets seguintes e acabou perdendo o jogo e a invecibilidade. Pra piorar a situação, nova derrota no clássico contra o Osasco, que tinha tudo para vencer por 3 x 1, mas no tie-break confirmou a vitória. A derrota pro Osasco foi normal, qualquer um ali poderia ganhar. Contra o Pinheiros, não que o Pinheiros não tenha merecido ou que não tivesse chances de vencer, mas da forma como o Unilever estava jogando até aquele 18 a 8, não se esperava uma queda tão grande de produção. E nessa semana, pra grande surpresa de todos, Unilever sucumbe diante do Usiminas/Minas por 3 x 1.
Não posso deixar de falar que o time vem sofrendo com contusões. Carol Gattaz está com lesão há um bom tempo. Até voltou a jogar mas sentiu a lesão novamente. Pra piorar, sua substituta, Dani Oliveira, sofreu uma ruptura no tendão de Aquiles do pé esquerdo e está fora do restante da Superliga. Sobrou para a jovem Mara substituir Carol até ela voltar. Independentemente das lesões, parece que o Unilever atingiu seu auge bem antes do esperado. Até o 18 a 8 contra o Pinheiros, o time vinha jogando muito bem, seguro, atropelando seus adversários. Mas do nada começou a cair de produção. As únicas que ainda estão firmes são a Érika e a Fabiana. O resto anda cambaleando muito. Joycinha é a pior. Reserva na Seleção, suas atuações andam pífias. Perdeu completamente a confiança. Juro que não sei o que o Zé vê nela. Coitada dela que sonha em ser titular. Nem ralando muito vai conseguir. Pelo menos enquanto a Sheilla estiver lá ela nunca vai ter chance. A Lia do Pinheiros está merecendo muito mais esse posto de reserva. Regiane ultimamente tem proporcionado muitos momentos de risada. É uma cagada atrás da outra. E olha que já foi convocada pra Seleção também. Fabi não compromete muito, mas desde 2008 que ela não joga tão bem. Enquanto isso no Osasco, Camila Brait segue brilhando, mas segue sem chances na Seleção, apenas viaja para fazer turismo. E Dani Lins começou bem a Superliga, disposta a apagar seu péssimo desempenho na Copa dos Campeões pela Seleção, mas anda tropeçando um pouco.
Unilever tem time de sobra pra ser campeão. Só precisa reencontrar a confiança do seu jogo. E com um Bernardinho no comando, não é muito difícil isso.

Blausiegel/São Caetano



Pra quem leu minha análise da Superliga Masculina, eu diria que o time do São Caetano é uma mistura do Pinheiros/Sky e do Vivo/Minas. Na temporada passada repatriou as 3 campeões olímpicas: a ponta Mari, a levantadora Fofão (melhor de Pequim) e a oposta Sheilla. Logo, assim como o Pinheiros/Sky, teve status de time galático. O objetivo era simples: quebrar a hegemonia na Superliga e conquistar o título inédito. Bem que tentaram, mas caíram nas semifinais pro Finasa. Nessa temporada, contrataram o técnico Mauro Grasso, bicampeão da Superliga Masculina pelo Banespa/Mastercard e pelo Telemig Celular/Minas, e a cubana Regla Bell, tricampeã olímpica e bicampeã mundial defendendo a Seleção de Cuba. Foi a contratação da temporada!! E agora recorro ao time do Vivo/Minas, pois assim como o Salmon, Regla Bell enfeita o banco durante os jogos. Segundo o Mauro, ela ainda não está na sua melhor forma física, sendo portanto sua 4ª opção na ponta. Vejam bem, a QUARTA opção! Ela até pode estar um pouco fora de forma, mas estamos em Fevereiro já, no 2º turno. Quanto tempo mais ela precisa pra entrar na melhor forma? E, sinceramente, não tem melhor forma de entrar em forma do que jogando. Mas o Mauro insiste em não fazer isso. Não me recordo de qual jogo que assisti e ele jogou o 3º set inteiro. A Fofão quase não levantou bola pra ela. Era visível que estava sem ritmo de jogo. Agora, se o Mauro acha que colocar ela numa semifinal vai ser suficiente pra levar o São Caetano ao título, está muito enganado. Regla Bell pode ser decisiva numa partida, mas pra isso precisa de ritmo. Acorda Mauro! O time ainda sofre muito com o passe. Mari e a líbero Suellen, bem acima do peso, não conseguem ser regulares nesse fundamento, fazendo o jogo da Fofão muito previsível. Sheilla é a única que vem tendo atuações regulares e hoje é a 6ª maior pontuadora, com 195 pontos.
O São Caetano, pela 2º temporada, decepciona. Vocês podem até achar estranho eu falar isso, ainda mais que até agora foram somente 4 derrotas na competição. O problema está justamente na forma como aconteceram essas derrotas, com exceção do 3 x 2 a favor do Pinheiros. Novamente como o Vivo/Minas, o São Caetano diante dos times grandes sucumbe. Unilever e Osasco aplicaram um 3 x 0 sem muito trabalho. O São Caetano simplesmente para diante dessas 2 equipes. Foi assim na temporada passada, até a semifinal quando conseguiu vencer seu primeiro jogo contra o Osasco. Até hoje nunca ganhou do Unilever. E, na penúltima rodada do 1ª turno, foi o responsável pela grande zebra da competição até agora. Se voltarem na tabela de classificação, o time de Pauta/São José tem apenas 1 vitória em 14 jogos e é o último colocado. Acho que está óbvio quem conseguiu a proeza de garantir a 1ª vitória do São José na Superliga. Falar que foi uma zebra é até um elogio, foi um verdadeiro vexame! A Fofão foi a única que não jogou, mas sinceramente, mesmo com o time reserva o São Caetano tinha obrigação de vencer por 3 x 0. Mas, perdeu por 3 x 2, jogando em casa ainda.
O São Caetano tem 3 campeãs olímpicas que podem fazer a diferença nos playoffs. Mas pra sonhar com uma final inédita, vai ter que fazer o impossível e deixar a cubana em excelente forma até o começo dos playoffs.

Usiminas/Minas



Se não fosse por essas 2 jogadoras sorridentes, o Usiminas/Minas não estaria tão bem no campeonato. Nancy Metcalf, a oposta norte-americana, e Annery Vargas, a meio dominicana. As 2 figuram entre as 10 maiores pontuadoras da Superliga. A Metcalf, em 3º com 207 pontos, e Vargas em 10º com 185 pontos. Sem desmerecer as outras integrantes da equipe, mas elas estão num nível bem superior. Acho até um pecado elas terem vindo parar num time como o Minas. A Nancy deveria ter ido pro Unilever, substituir a Joycinha e a Vargas poderia ter ido pro São Caetano ou Pinheiros. Seriam bem melhor aproveitadas. Mas por outro lado, elas ajudam o Minas a tentar complicar a vida das outras 4 equipes mais fortes. E foi o que aconteceu ao vencerem o Unilever. Metcalf fez 25 pontos na vitória por 3 x 1.
O Usiminas/Minas é um time perigoso, que vive muito em função das 2 estrangeiras. Não tem chances de chegar na final. Mas é o único time que pra mim pode surpreender nas quartas e avançar para as semifinais. E pra isso acontecer, vai ter que ser num dia muito inspirado da norte-americana e da dominicana.

Equipes analisadas, agora é a hora de dar meus palpites:
Classificados para os playoffs: Sollys/Osasco, Pinheiros, Unilever, São Caetano, Usiminas/Minas, Volei Futuro, Sport e Cativa.
Semifinalistas: Sollys/Osasco, Pinheiros, Unilever e São Caetano.
Finalistas: Sollys/Osasco e Pinheiros.
Campeão: Sollys/Osasco.
É pelo desempenho do Pinheiros até o momento que acredito que vai chegar na grande final. Tenho certeza que o Unilever vai chegar bem para as semifinais e como é um time de decisões, deve ser muito respeitado. Apostando no Osasco, parece que estou apostando na volta da hegemonia do time paulista. No fundo, o que mais desejo é ver o Unilever não sendo campeão pela 5º vez seguida. E acredito que em uma final entre Osasco e Pinheiros, o Osasco tem muito mais chances, principalmente por não ter do outro lado seu grande fantasma dos últimos anos. Mas mesmo que Unilever e Osasco voltem a fazer a final, ainda assim aposto minhas fichas na equipe paulista. Queria muito uma final completamente diferente, entre São Caetano e Pinheiros, mas o São Caetano está muito longe de conseguir chegar na final. E não vou me surpreender se o Usiminas/Minas roubar o lugar do São Caetano entre os semifinalistas.
Assim que o 2º turno terminar, volto a comentar sobre a Superliga Masculina e Feminina, analisando os confrontos das quartas de final. Aí saberei se ainda terei chances de acertar meus palpites para as semifinais.

Encerro da mesma forma que o post da Superliga Masculina, com todos os campeões e vice-campeões da história da Superliga.



O time de Osasco esteve presente nas últimas 8 finais de Superliga. É uma marca incrível. Mas, sua incapacidade de vencer, faz também dele o maior perdedor, com 7 vice-campeonatos (os 2 primeiros vices, sob o nome de BCN nem eram de Osasco, mas o time é o mesmo). Ao contrário do Rexona, que em 8 finais, perdeu somente 2. O Estado de São Paulo aparece com 7 conquistas, seguido pelo Rio de Janeiro com 5, Paraná com 2 e Minas Gerais com apenas 1 título. No título do Rexona em 05/06, Fernanda Venturini se despedia das quadras, conquistando seu 11º título. Contando que ela participou 12 vezes da Superliga, só perdeu em 2 ocasiões. Incrível! E uma delas foi a melhor final de Superliga, na minha opinião. Em 00/01 Flamengo e Vasco fizeram uma final eletrizante, lotando o Maracanãzinho. Flamengo, de Virna (sempre torci por ela, =D), Leila, Gisele e da norte-americana Tara Cross, comandadas pelo Luizomar (seu único título até hoje) contra o Vasco da técnica Isabel, da própria Fernanda, da Ida e da croata Natasha Leto. Um Vasco que até aquela final era soberano nos confrontos contra o Flamengo desde o Campeonato Carioca. Mas na grande final, o Flamengo se superou e venceu a série por 3 jogos a 1. O 4º jogo foi o único a ir pro tie-break. E mais pela instabilidade emocional do Flamengo que no 4º set chegou a abrir 14 a 8 (e eu, inocente, começava a comemorar o título nesse placar; e o pior foi que não aprendi a lição naquela época. Somente depois do 24 a 19 em Atenas é que aprendi de vez a não comemorar antes da hora) e levou a virada. E num tie-break espetacular, comandado pela Virna, eleita a melhor jogadora daquela Superliga, o Flamengo venceu por 17 a 15 conquistando o título inédito. Até hoje tenho esse jogo gravado =D.